segunda-feira, 12 de junho de 2017

Amar também é deixar partir!

Está semana a cadelinha de 15 anos de uma amiga virou estrela, ela logo me procurou, aos prantos, para contar, pois eu sempre admirei a relação que elas duas possuíam. 
Mas a minha primeira pergunta não foi a que ela e nem a maioria dos donos  esperava receber " Por que você está chorando ?!" 

Eu seria hipócrita ao dizer que não sentirei tristeza quando algum dos meus cães amados partirem, mas posso dizer sem ressentimento que lutarei para provar que amar também é deixar partir. 

Vou ser sucinta ao escrever o que disse pra minha amiga e que serve para todos que passam pela mesma situação, a partida do melhor amigo.
Cães e amor poderiam ser a mesma palavras, que todos que tem ou já tiveram um cão entenderiam um declaração do tipo, eu te cão, pois eles estão sempre prontos para demostrar o carinho que tem por nós. Como diz um amigo também, " quem me dera se eu fosse a metade do homem que meu cão acho que eu sou".
Devido essa capacidade inimaginável de darem esse sentimento a nós e não cobrarem quase nada em troca e cumprirem o maior objetivo da vida muito rápido, não precisam viver muito. Por amarem ao próximo mais que a si mesmo desde que nascem. 
Nós passamos vários anos vivos e muitos não alcançam o amor pleno, logo a partir destas palavras consegui mostrar a minha amiga que Luna partiu, pois já havia comprido sua missão por aqui, com ela e quem sabe, algum dia, por algum motivo, possam se encontrar, quem vai saber !
Além disso nunca devemos pensar que a morte é o fim, mas sim o começo, os cães que convivem a vida toda ao nosso lado, em nossos lares, que conseguimos ensina-los e fazê-los evoluir devido ao amor e carinho que demos a eles. Sempre nos serão gratos.
Não sejamos egoístas, recebemos e damos amor, deixar partir, amar a partida é um ato de coragem e bravura. Amar não cabe em definições simples, este sentimento nunca irá morrer, este se constrói e não é destruído. 
Fique triste, pois o luto faz parte de quem fica, mas nunca lamente a morte de um cão, ore por eles, e se me permite um conselho, não deixe a casa, aquele espaço lá vazio, logo que puder, tenha outro peludo em casa, pois sabemos que que o espaço dentro de nossos corações jamais será ocupado, mas, ter outro filhote ou adotado em casa, trará a alegria, e todos os benefícios, a "bagunça" que um novo casa poderá trazer a sua casa!
Lembre-se amei aos outros como a se mesmo. 
Pense nisso! 
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Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

terça-feira, 2 de maio de 2017

Cão educado não deixe o dono fazer bagunça!

Você recolheu os defeitos do seu cão hoje ?

É desagradável estar caminhado na rua e pisar sobre o dejeto de algum animal?

Acredito que todos nós, já passamos por isso, não é verdade.

Não é de hoje que ressaltamos em nossas aulas e textos a importância de estabelecer rotinas de passeio com os cães, são vários os motivos pelos quais reforçamos sempre a grande necessidade desta pratica. Mas como tudo que fazemos na vida deve estar de acordo com as regras da sociedade, com os passeios dos cães não poderia ser diferente.


Há algum tempo, venho reparando, em diversos bairros que ministro aula em Belo Horizonte, a enorme quantidade de saquinhos com os dejetos de cães jogados nos canteiros, próximo às árvores, deixados no canto de passeios, nos meio-fios e até mesmo no meio do passeio. Diante desta alarmente situação venho dar algumas dicas e alertas os proprietários quanto a coleta dos dejetos dos cães na rua.


Sempre ao passear com seu amigo peludo, leve sacolas plásticas, nunca deixe de coletar os cocos na rua, em hipótese alguma, atente-se também ao resto que pode continuar no passeio, no caso de cocos mais moles, para tanto, leve consigo algum papel, indico o papel toalha, para que você possa deixar o mais limpo possível o meio publico. Agora vem o alerta mais importante, não adianta de nada coletar a sujeira e deixar os saquinhos na rua, leve sempre à lixeira mais próxima ou retorne a sua casa e os jogue no lixo.


Amamos nossos cães e muito mais nossos passeios, são momentos incríveis ao lado deles, sejamos sempre educados, pensemos sempre no próximo e na importância de termos uma cidade limpa. Respeito é a base de qualquer relação seja entre homem e animais e entre nós mesmos.

Pense nisso.



-- 

Texto 

Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas

Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

(31)9477-0674


Correção 

Rodrigo Werkema 

Especialista em comportamento canino.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Na hora do passeio, quem leva quem?

Puxões durante passeio na rua, porquê seu cão faz isso e como resolver.

Um dos principais problemas que os donos de cães tem durante o passeio são os puxões constante. O cão direciona o passeio sem se importar com nada mais que satisfazer as suas vontades, o tutor apenas o segue, segurando seu cão, de forma firme na guia para que ele não fuja, ou cause qualquer outro acidente.

A explicação deste comportamento é simples, o cão não tem o seu dono como referencia durante o passeio, não aprendeu que deve seguir os passos do seu mentor.
Por que ele não aprendeu ? A resposta pode ser porque na rua, os estímulos são infinitos, os cheiros são deliciosos e estimulantes, tudo é muito melhor do que prestar atenção e obedecer seu dono, além disso nunca, ninguém o ensinou corretamente como se portar durante o passeio.
Assim devemos pensar no que passa na cabeça do cão para que possamos ensiná-lo a se comportar adequadamente na rua.
Vamos partir do pré-suposto que um bom comportamento do cão, proporcionará ao seu tutor, uma melhor qualidade dessa atividade, além de uma melhor harmonia, além de evitar os já citados acidentes e lesões para tutores e os próprios cães.
Para obtermos um comportamento adequado do cão, começamos pelo tipo de coleira utilizado: as coleiras peitorais, não são as indicadas para ensinar o cão, pois elas apenas servem para o prender a algo, como o cinto do carro ou o fixar em trenós para que ele possa tracionar a carga. Além disso, a região do peito não é a mais adequada para ensinar o cão comportando durante o passeio. Ao usarmos uma guia que nos conecte a região do pescoço do cão, iniciamos uma ligação perfeita, podemos fazer com que ele nos entenda, e assim possamos ensiná-lo. 
Portanto o primeiro passo para que seu cão aprenda a andar na rua junto a você é adquirir guias únicas que além de serem colocadas no pescoço, facilitará o processo de aprendizagem, quanto o cão está fazendo o certo ela está folgada no pescoço, mas quando o comportamento é errado, a mesma se fecha e mostra a ele que não é legal continuar repetindo as ações errôneas. 
Agora é a hora de ir para a rua, com a guia devidamente colocada no pescoço do cão, mantenha em apenas um lado, sugerimos o esquerdo, pois permite que a sua mão mais funcional, direita, esteja livre. 
Agora é praticar, o mantenha sempre ao seu lado, dando toques na guia para que ela se feche quando estiver puxando e abra instantaneamente quando o cão estiver ao seu lado. 
Realize exercícios de mudanças de direção repentinamente, assim seu cão deve prestar atenção em você para que não se perca, com esses exercícios, logo ele aprenderá a te seguir e andar junto.
Lembre-se o treinamento do cão exige, técnicas corretas, repetições, dedicação, tempo e acima de tudo muita paciência e amor.
Pense nisso!

Ana Carolina Werkema
Médica veterinária UFMG
Adestramento e comportamento canino.

Rodrigo Werkema 
Especialista em conmportanento canino.

domingo, 12 de março de 2017

Você não pode morar mais com a gente ?

Este mês recebemos o pedido de ajuda, em tom de desespero, de um de nossos clientes, ele disse a seguinte frase “Não posso mais ficar com seu cão, o que fazer?”

Não são poucos os motivos que levem uma família buscar novos donos para o amigo canino, poderíamos listar aqui vários deles, mas vale ressaltar que em sua maioria se deves a problemas comportamentais do cão como,tais : latidos excessivos, destruição de objetos da casa, pulos nas pessoas, agitação, dificuldades na hora do passeio, agressividade, dentre outros.

Vale pensar antes de tomar esta decisão drástica que é possível, com muita paciência, carinho, técnica e dedicação,  encaixar o cão no ambiente familiar, logo, nunca desista de seu cão sem contratar um profissional que te auxilie em sua educação.

Entretanto a casos que a única solução é mesmo um novo lar como, mudança para locais que não aceitam cães ou para outro país, e nestas situações é importante pensar em como o cão reagirá, é preciso fazer uma adaptação sem cortar os laços de forma abrupta e instantaneamente, o leve para conhecer os novos donos, o deixe por alguns dias, depois por algumas semanas e assim o processo vai se concretizando, assim, ele não será tão traumático para o seu amigo peludo. 

Lembre-se antes de adotar um cão, é necessário observar questões como despesas extras, o tempo que terá para dedicar a ele, o espaço disponível e a sua família para que os processor de troca de família não precisem existir. 
Quanto ao nosso cliente desesperado, começamos as aulas regulares em sua casa e sua cachorrinha já esta bem melhor,  e o pensamento de doa-la,  não existe mais. Pense nisso.

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Rodrigo Werkema 

Especialista em comportamento canino.
Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Seu "bom dia " merece um bom dia?

Não Como cumprimentar um cão desconhecido.

Os cachorros são seres super sociáveis que amam dar e receber carinho, tocar e serem tocados, correto? Não ! Nem todos os cães querem ser tocados ou interagir com pessoas ou outros animais, por vários  motivos.

Não são poucos os relatos de tutores que nos procuram porque seus cães são agressivos, mas ao avaliarmos os casos, quase todos não se tratam de agressividade, mas sim de cães que não gostam de ser tocados por pessoas que não conhecem,  que são reservados, preferindo manter relações menos intensas com pessoas que não conhecem.

Você alguma vez já pensou que assim como nós, seres humanos, eles possuem diversas personalidades, cresceram em famílias diferentes e passaram por processos de educação únicos?

Levando isto em consideração ressaltamos a importância de saber “cumprimentar” um cão desconhecido: 

Vamos dividir em passos.
1. Dirija-se ao dono a fim de saber se o cão pode ser tocado, caso a resposta seja não. Respeite;

2.  Evite olhar fixamente em seus olhos, alguns cães, inseguros, podem entender que você  esta intimidando e consequentemente irá agredir;

3. Não toque no cão em qualquer lugar e onde ele não o veja, ofereça à costa de sua mão para que o ele possa o cheirar, é pelo olfato que eles se orientam e se comunica com o mundo e é assim que ira te reconhecer permitindo ou não contato. 

Não aproximasse do cão com a mão aberta e por cima de sua cabeça, apesar de não percebemos, ele pode interpreta esta forma de contato como sendo agressiva.

Lembre-se, entender o seu cão é essencial para bons resultados educacionais e comportamentais com seu cão.  

Auxilia-lo no dia-a-dia, para que ser comportamento não seja instável, e ter o amigo bem equilibrado em nossos lares.

Respeitar os cães que vemos na rua, com seu donos ou não, na guia ou não, orientar as crianças e idosos, para se aproximarem de maneira segura do cão,  para que acidentes com elas não venham a ocorrer, causando traumas e ferimentos desnecessários para nossos familiares e amigos. Pense nisso.

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Texto :
Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Correção 
Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento canino.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Presente para a vida toda!

Chegou o período do natal, ótimo período para troca de presentes.

Como presente de natal, alguns escolhem presentes que vão ser muito especiais, pois serão novos membros caninos a suas famílias. 

Pelo caminho da adoção ou não, sabemos que esses novos integrantes exigem cuidados especiais, principalmente nos primeiros meses de vida. A adaptação do cão ao seu novo lar requer dedicação e paciência durante esse primeiro período de educação.

 Além deles não terem a referência aonde fazer as necessidades, muitos cães destroem as coisas da casa, ao permanecerem soltos sem a devida supervisão, tais: chinelos, roupas, alguns roem paredes e moveis. Quase 100% dos tutores de cães relatam estes problemas e querem a solução, está por sua vez é bem simples. 

Pare e pense como um cão, energia, curiosidade e dentes firmes e pontudos, aliado à muito tempo ocioso. O cão quando fica sem ter o que fazer vão procurar algo para se distrair, para gastar o seu excesso de energia, seja roendo, pulando nas pessoas ou interagindo em excesso com as pessoas como brincando de morder, caso exista um outro cão na casa, ele será o alvo dessa energia.

Você já pensou que se gastar a energia do seu cão por exemplo, instaurando uma rotina de passeio ou o levando a um parque para correr e brincar com outros cães, ele vai parar de ser destrutivo e melhorar seu comportamento? 

Exemplo de brincadeiras em

Casa :

1-busca bolinha 

2- aqui, senta deita pra ganhar petisco.( com duas pessoas da casa )

3- procura o petiscos pela casa.

Hoje em dia existem vários brinquedos que podem distrair seu cão por muito tempo, enquanto ele está sozinho.

Caso ele não possa sair na rua, existe também rotinas de brincadeiras dentro de casa, para que ele tenha a a atenção necessária e gaste a energia que será suficiente para diminuir as peripécias citadas acima.

Se nunca pensou, essa pode ser a solução mais fácil para o seus problemas, crie uma rotina de passeio, pelo menos uma vez ao dia saia com seu cão em média 15 minutos. Nos dias que você tiver mais tempo, leve seu cão para interagir com outros, leve uma corda ou guia mais longa para que ele possa correr, se pensa em o deixar livre, fora da guia, tenha a segurança e certifique-se que o cão não fuja. 

Para ajudar você a escolher o melhor parque para levar seu amigo, fizemos uma lista:

·         Parque Municipal Orlando de Oliveira Silveira (Rua Juruá, 860, Bairro da Graça)

Além de ser um local bem conservado e sede da Guarda municipal, o espaço onde os cães podem ficar solto da guia é cercado, garantindo maior segurança na hora da diversão.

·         Parque Municipal Rosinha Cadar (Rua Rodrigues Caldas, 315 - Santo Agostinho)

 

·         Parque Municipal Professor Guilherme Lage (Rua Angola, 665 - São Paulo):

O parque aceita a entrada de animais, mas todos devem estar com coleiras. Para os cachorros de grande porte, são exigidas focinheiras.

·         Parque Juscelino Kubitschek (Av. Bandeirantes, 240 - Sion) e Praça Negrão de Limas (Floresta)

Ótimo locais para levar seu cão, mas não são tão seguros caso queira deixar seu cão sem a guia por ser um locais abertos e próximos de vias movimentadas.

Lembre-se recolha as fezes de seu cão, mesmo que os faça na grama.

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Texto Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG
Correção  Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento canino 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Os Cães que gostam de voar

Quase todos os nossos clientes reclamam dos pulos incansáveis de seus cães, que ocorrem, principalmente, quando chegam em casa, ou em momentos de euforia dos mesmos. A primeira pergunta é de como corrigir este comportamento, mas ela deveria ser do porquê ele existe. Para podermos corrigir é preciso entender o cão.

Todos sabemos que os cães são seres extremamente sociáveis que amam seus donos incondicionalmente, e que para eles nós, humanos, somos as criaturas mais incríveis na face da terra, logo, quando os deixamos a sós para que façamos nossas atividades diárias, este tempo, mesmo que curto, torna-se uma lastima, então ao nos ver novamente eles demonstram de toda forma possível como estão felizes, e, infelizmente, no menor espaço de tempo, pular é uma delas.

Além de pular ser uma demonstração de alegria e satisfação é também uma forma deles conseguirem atenção e carinho. A primeira forma de corrigir este comportamento é não oferecendo a “recompensa” ao cão, ou seja, não dando a eles carinho e nem atenção quando estão pulando e/ou agitados.

Você pode pensar que será ruim ao cão não conseguir expor a sua alegria pulando, mas lhe garanto que eles tem outras 1 milhão de formas para demonstrar os sentimos, sem que eles te sujem,  rasguem suas roupas ou te machuquem, que pode ocorrer, dependendo do tamanho do cão.

Existe também outro método de correção este por sua vez, além de não receber a recompensa pelo ato, esta passa a não fazer sentindo, que seria, toda vez que o cão aproxima você estica a perna e anda em direção ao animal, o que impede dele lhe tocar e os torna perseguidos, os cães gostam de perseguir, não o contrário. Ao dar esse passo mais longo em direção ao cão, você o manterá a distância, além do pulo em você.

Além das correções você pode criar regras com o seu cão, permitindo que ele se aproxime quando você abaixa, sendo assim, nesta posição as brincadeiras e toques físicos estão liberados.

Lembre-se todos os comportamentos são motivados por algo, muitas das vezes é para conseguir atenção. Atente-se ao fato do seu cão estar te testando e aprendendo com o que ele ganha após um comportamento. 

Os pulos podem passar informações para o cão, que poderão, a longo prazo, tem um comportamento inadequado com outros cães, entre eles brigas, que podem gerar além de lesões é inconvenientes durante os momentos de lazer com seu cães em praças e parques.

Falaremos disso no próximo texto. 

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Texto Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Correção - Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento canino.