terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A linguagem

A linguagem é algo importante em nossa vida, falada, vista, sentida ou tocada. Ela soluciona, grande parte de nossas dúvidas, modifica nossas decisões, escolhas e comportamentos da nossa vida. Aqui só falamos de cães, por tanto, se perguntaram, qual a linguagem o cão entende melhor? Como ele aprende, em qual momento, ela é absorvida e entendida pelo cão? 
Nas várias casas que visito, cães filhotes ou não, essa linguagem é passada para o cão de maneira errada. 
Vou dar um exemplo: Quando o cão é filhote, aquela bola de pelos linda, muitas vezes, permitimos que ele faça praticamente tudo, inclusive, pulos, saltos, além do "tradicional" apoiar nos donos com as patas dianteiras. Com o crescimento do cão, esse comportamento se torna indesejado.
Nesse momento, os donos, usam termos do tipo, "não" "para" "não pode" enquanto o cão se joga em cima deles, com toda a alegria e energia, criando uma " linguagem equívoca" . Ela diz para o cão exatamente o que o dono não quer, que ele entendeu ser certo. Cada pulo, um dessas expressões, com o passar do tempo, segundo o entendimento do cão, aprende que, toda vez que seu dono usa uma desta palavras, ele precisa se lançar sobre ele, criando um ciclo que vai dar muita amolação e dor de cabeça para donos e terceiros que tem convívio com esses cães. 
Esse é apenas um exemplo, da infinidade de linguagem " confusa" que passamos para nossos cães.
Enfim, antes de qualquer treinamento do cão, é necessário criar uma linguagem, da maneira que o cão entenda do que se trata, em muitos casos se usar , em 
primeiro momento, "palavras". Resumindo, criamos a linguagem, exigindo dele o comportamento que desejamos, com estímulos positivos ou não. Daí, introduzimos a ordem, no momento certo para o cão ter certeza do que queremos que ele realize com aquela palavra especifica. Pense nisso. Rodrigo Werkema.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mais um ano, velho ou novo?

Mais um ano que se inicia, tentarei cumpriar a proposta de um texto por mes. O janeiro passou quase sem ele. Este mês passou rápido. Neste início de ano compareci em 14 casas, para, de alguma forma, colaborar com a educação dos cães dessas famílias. Cada caso é um caso, porém as situações são muito parecidas, a falta de uma linguagem com o cão. 
Alguns donos, já tiveram outros cães, antes desse filhote, segundo me relataram, eram muito obedientes. Por isso, eles tentam usar essa linguagem, a que dava certo, com o filhote. Resumindo...O filhote não consegue captar essa linguagem, os donos pensam que eles entendem, por que os outros cães deles, entendiam, nesse momento, se forma o caos e a consequência disso, filhotes que causam transtornos aos seus donos. 
Portanto, antes de usar qualquer linguagem com seu cão, se pergunte, você à construiu, demostrou, repetiu, teve paciência para ensinar o passo-a-passo? Pense nisso. Rodrigo Werkema.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Para passear ou para brigar ?

Todo mundo adora passear com seu cão, por que é divertido e também por que após o passeio, ele fica tranquilo, evitando te chamar a cada seguindo para brincar.
Eu observo várias situações, que vou organizar passo a passo, que os donos com seus cães na rua, criam cenas que na rua, quando um dono vem com seu cão, de encontro ao outro dono com seu , são as seguinte:
1-Primeira, atravessando a rua para não passar pelo outro cão. 
2-Segundo, latidos e rosnados quando um cão vê o outro. 
3-Terceiro, trancos na guia, do cão que se acha no direito de ir até o outro, na grande maioria dos cássia, para brigar.
4-Quarto, segundos após o cumprimento, inicia-se briga, donos desesperados. Que faz observar o primeiro comportamento descrito.
Por que isso acontece?  "Os cães não nasceram para conviver bem, um com os outros", segundo pesquisadores.
E quando a situação ocorre em um parque, em que todos estão soltos, de repente, como ouço relatos de donos  "do nada um começou a brigar com o outro".
A questão é, realmente os cães não nascerem para se "engalfinharem" uns com os outros, o tempo todo. Pois eles tem consciência que os ferimentos que comprometeram seu desempenho para outras atividades e movimentos vitais para a saúde do dele, mas isso ocorre, e  casa vez com, mais freqüência.
Essas "relações inadequadas" são desenvolvidas, no período em que o cão era filhote, com irmãos e com a mãe, assim como as que os donos permitiram que eles desenvolveram com outros cães, assim como com eles mesmos, com outras pessoas e porque não, nas situações do dia-a-dia.
Evitar situações que confundem os cães é recomendado. Fêmeas com machos dificilmente entram em atrito, assim como filhotes com cães adultos, não idosos.
O dono deve ter consciência que ele deve controlar o seu cão até o momento do contato direto com o outro cão, pois um cão que está acostumado a conviver com outros, mesmo que um cão aproxime-se com agitação, causa um reação de defesa neste outro cão, gerando a briga.
Os cães tem necessidade de conviver e brincar com outros cães, porém com a orientação certa, em alguns casos com o auxílio de um profissional.
Rodrigo Werkema. Baseado na obra de  do livro a 
A cabeça do cão, Alexandra Horowitz

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Uma consultoria ,resolve o problema?

Primeiro gostaria de falar da alegria de poder servir, auxiliar quem tem uma dificuldade, com relação ao comportamento do seu cão filhote ou adulto. Usar todos meus conhecimentos adquiridos após longos anos de experiência e capacitação.
Depois da satisfação de saber que tem pessoas que confiam em mim, que me indicam, para a educação ou solução de comportamentos relacionados ao cães, apesar da minha descrição.
Aos olhos dos donos, de quem não tem a solução, ou pelo menos os passos para a mesma, parece caminhos bastante longos para os donos preocupados.
Após o papo, sem custo, pois não acredito que com uma " consultoria" de uma hora, seja suficiente resolver os problemas comportamentais de seu cão, vamos ao que é importante, os passos para a solução.
Os relatos dos "mal" comportamentos parece sem fim, mas sorriso e a confiança, que aquilo que vivem com seu cão, não e nada de mais, nada além que uma pequena falta de regras e de atividades necessárias para cão equilibrar e aprender seu papel no novo lar. 
Lembrando sempre que não tem nada a ver com tratar o cão como criança ou não, como membro da família ou não, a mudança do comportamento dele, tendo a relação direta com mudança, da atitude dos donos diante de um comportamento inadequado. Não se esqueçam, que o cão jamais vai adivinhar o que vocês querem com ele. O exercício do dia-a-dia que vai fazê-lo mudar.
Cada caso é necessário um estudo e observação, que nem tenha nada a ver com certo ou errado, e sim com paciência e persistência, das novas regras a serem implementadas. Rodrigo Werkema
Parte do texto e baseado no livro "Cão Sendo", autor John Branshow

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Comentário sobre a palestra

Esses dias andei sem tempo para organizar e colocar textos aqui no blog. 
Mas não poderia deixar de compartilhar a oportunidade com vocês em dar minha opinião sobre a palestra que participei, na semana passada, de um famoso treinador de cães, a qual ele usou uma linha de pensamento muito semelhante a de outro famoso treinador, se intitula mágico, no que diz respeito ao treinamento, comportamento, e educação canina.
Este segundo é famoso, nos treinadores temos uma dívida com ele, por ter divulgado mundialmente nosso trabalho, antes sem muito importância e comprovação científica, e por também a falta de profissionalismo e postura de alguns "pseudo-treinadores".
Como toda a profissão, existem profissionais de todos os tipos de qualidade e atitude.
Como todo o bom profissional, devemos procurar o aperfeiçoamento, estudos científicos e a participação de seminários, amostras e demais oportunidades para melhoria técnica, prática e teórica. 
Existem várias correntes de treinamento, técnicas, exercícios que terão tempos distintos de desenvolvimento. (vocês nem imaginam quantas)
As situações e dificuldades comportamentais, são cada vez maiores, já que o cão de hoje, compartilha de muito mais situações que a 15, 20 anos atrás.
O que ocorrer com muita freqüência, que ouço muito dos donos nas visitas, sobre origem do cão veio de tal ligar, pergunto quem falou isso a eles, não sabem response,que alguns comportamentos dos cães, fazem isso por que eram tempo que eram selvagens, etc. 
Voltando a palestra, nela,: foram apresentadas algumas pesquisas, estatísticas, sem a fonte, fundamental para dar consistência ao trabalho, e convencer seus ouvites, e claro, dar oportunidade de debate e discutirem a respeito de tal tema. 
Por isso, serve de aprendizado para todos, ao apresentar um tema, qualquer que seja ele, apresente a fonte.
Agora em textos mais específicos, colocarei a fonte. 
A até o fim do ano envio a bibliografia que já tive acesso.
Próximo texto falarei sobre os cães de pedigree.
Antes que me esqueça, a dica de hoje: Não acreditem em tudo que ouçam, questionem, discutam, pergunte de onde vem tal idéia ou pensamento. Rodrigo
Werkema.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Esteja um passo a frente da desobediência

Eu estou, baseado em práticas, de 14 anos, sempre ouvindo as mesmas perguntas, e consequentente, dando as mesmas respostas, que o maior problema de comportamento dos cães, está nos primeiros 5 meses de vida de um cão, ou neste período em que ele está em seu novo e/ou definitivo lar.
É nesse período, que ele cria os padrões de comportamento, alguns bastante difíceis de serem modificados, comportamento esses, que serão necessárias esforços concentrados de todos da casa, exercícios esses que devem ser praticados com regularidade e paciência. 
Resumindo, nesse período que ele reconhece as pessoas, os lugares, criando seu banco de dados, o qual ele busca sempre, quando visualiza tal lugar ou pessoa, como deve se comportar, ou quais atudes deve ter diante de ambos. 
A questão da dificuldade da mudança de comportamento é, sempre somos chamados para apagar o fogo, mas em determimadas situações, todo o bem já virou cinzas, sendo a reconstrução, um processo em níveis mais complexos. 
Então, vocês donos, procurem ajuda de um profissional enquanto tudo está em ordem, ou seja, quando seu novo amigo chega em casa, já esteja com seu sistema de segurança todo ativo. Rodrigo Werkema.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Recado aos verdadeiros donos.

Durante um bom tempo da minha vida profissional, com o treinamento do cães, minha maior preocupação era manter os donos informados, como andava o treinamento dos seus cães, para alguns isso é realmente importante, para outro, não significa muita coisa, foi o que aprendi.
Basta que eu estivesse lá, naquela hora e dia marcado, seu cão me recebesse com a cauda em abano, já era mais que o suficiente, pois assim eles entendiam que  seu cão tinha como amigo, pois recebia o tratamento com carinho e atenção, que eles esperavam, a essas agradeço pela confiança.
Outros são exigentes, e por esses, vai meu agradecimento, mais do que especial, por isso que eu tenho quase 1 centena de livros, e um pouco menos de cursos e certificados, dizem que quando você ama o que faz, sempre está se "divertindo". 
Tenho também aqueles clientes que me olham com uma certa desconfiança, quando explico e digo que o cão dele, em determindo tempo, ira realizar tal ordem, e consequentemente, deixará de ter aquele comportamento inadequado.
Com estes que me divirto mais, não me levem a mal, mas a cara de vocês quando o que prometi, ocorre, é hilária. Mas tem aqueles, que não sei por qual informação, ou motivo, querem resolver o problema comportamental do cão em poucas aulas, a pergunta é sempre a mesma, " em um mês ele aprende?" mesmo com minha resposta negativa, informando que tal período, será o período de adaptação, de aproximação do treinador com o cão, usando argumentos honestos e justos, eles, esses donos, simplesmente os ignoram, assim como, na minha opinião, ignoram as necessidades e entendimento dos seus cães. 
São muitas histórias assim, mas muitas mais dos donos que entendem o processo de aprendizagem e consequentemente, ficou satisfeito após o período certo de treinamento.
Estas pessoas, por favor, não me procurem, tenho certeza que encontraram um treinador que pensa desta maneira, que com métodos " duvidos",  vai criando traumas em seus cães, ao invés de educa-los. 
Resultados rápidos vem de métodos duvidosos, pensem nisso. Rodrigo Werkema.