sábado, 24 de agosto de 2019

Estamos de volta.

Após um longo tempo sem postagens, retornaremos com as postagens com dicas e curiosidades sobre a educação dos nossos queridos cães. Vamos abordar as mudanças que os cães tem tido, em seu comportamento, rotina, nessa vida moderna, dentro de apartamentos no centro do nucléo familiar.
A mudança da legislação, hospitais publicos, delegacias especializadas, além dos serviços, conveniências, abertura de hoteis, shopping e restaurantes, preparados para receber nossos pets.
Além disso, os problemas comportamentais que tudo isso vem causando.
Pense nisso.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Meu cão tem pavor de fogos de artificio. O que fazer?

Essa época do ano, devido aos fogos de artifício e demais formas de barulho, referentes às festas e comemorações 
d virada do ano, muitos tutores ficam super preocupados, pois seus peludos se desesperam com o barulho. 
A explicação para tal pavor, deve-se a audição super apurada dos cães, pois os mesmos escutam até 4x melhor que o ser humano. Se nós já achamos os fogos super barulhentos, imagina os cachorros!
Porém, não são todos cães que tem medo, se você tem um cachorro que não se importa, fique feliz, pois é triste ver nossos amigos desesperados enquanto esses barulhos ocorrem.
Essa diferença deve-se, principalmente, a heranças genéticas. Há profissionais que acreditam que cães que nascem assim, não devem se reproduzir, para não passem essa informações para o seus descendentes. Há também situações que o animal pode passar durante a vida, que o torne traumatizado com qualquer barulho, para saber qual a origem do problema do seu cão, procure um profissional em comportamento canino, para traumas, há treinamentos que podem ajudar.
Você mesmo pode criar um ambiente ideal durante o foguetório e/ou barulhos para seu amigo, feche as janelas, não mantenha o cão preso em correntes, deixe que ele se esconda embaixo da cama, dentro do armário ou onde se sinta protegido e não tente tirá-lo de lá. 
Existe também tratamentos medicamentosos para esse distúrbio comportamental, como fluorais, Melatonina, Valerina e outros fitoterápicos como Fluoxetina e outros ansiolíticos. Todos só devem ser ministrados os cães seguindo orientações do médico Veterinário.
Mudar o seu posicionamento frente ao medo do cão pode ajuda-lo muito, durante o barulhos, não faça carinho, não tente acalma-lo, não pegue no colo, deixe que ele encontre seu "esconderijo", os atos anteriores podem gerar na cabeça do cão, um reforço positivo pelo medo, ou seja, pode criar uma associação de aprendizado, "quando sinto medo, isso é bom para mim, ganho carinho do meu amado tutor". Claro que todas essas dicas são contrárias ao que pensamos ser mais confortável e carinhoso para nossos peludos, mas a médio e longo prazo, fará bem para eles.
Existem dicas na internet para tipos de amarrações nos cães com tecidos, pra que o sistema nervoso dele concentre em outro foco, mas nada comprovado de forma eficiente, mas vale a pena experimentar, mal não fará pra o seu cão, porém não deixe para realizar o teste no dia dos foguetório. 
Esperamos que o Ano novo seja um ano incrível para vocês e que a virada não tenha sido tão traumática para seu peludo.
Pense nisso.
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Texto 
Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Correção
Rodrigo Werkema Dias
Especialista em comportamento canino desde 1999.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Vacinação dos cães

Todos os tutores de cães sabem que seu melhor amigo possui um calendário vacina, porém existem várias dúvidas quanto a forma correta de manter o cão protegido contra as doenças, e quais as vacinas obrigatárias e as que não são.
A unica vacina obrigatória, ou seja, que o governo regulamenta sobre, é a Antirrábica. Por isso existe campanhas todos os anos. 
Entretanto, a vacina V8 ou V10, não deve de maneira alguma não ser dada. Considerada assim por todos os Medicos Veterinários, como obrigatória e inquestionável quanto a sua importância. Ela protege contra doenças seríssimas, que quando não há imunização, pode levar os cães que as adquirem, à óbito.
Existem mais outras 3 vacinas que são amplamente aplicadas nos cães em todo mundo, porém são opcionais, ou seja, o tutor pode querer ou não aplica-las. Estas são contra, Giardia, Gripe canina e Leishmaniose.
O protocolo vacinal deve começar quando o cão ainda é filhote, aos 45 dias devesse aplicar a 1º dose da V8 ou V10, são 3 doses para ter uma proteção realmente efetiva. Doses estas aplicadas em intervalos de 21 à 30 dias. 
A antirrábica é de dose única, devendo ser aplicada quando o cão tiver 2 meses.
As vacinas contra Giardia e Gripe podem ser iniciadas também no segundo mês de vida, sendo estas em 2 doses com intervalo de 21 a 30 dias.
Já a da Leishmaniose, só pode ser aplicada após o teste sanguíneo de negatividade para a doença, o protocolo só pode ser iniciado a partir dos 6 meses de vida.
Todas estas vacinas devem receber um reforço anual, ou seja, após a útima dose, conta-se um ano e deve-se revacinar o animal.
Este reforço é extremamente importante, pois ao longo da vida do cão a eficácia e consequentemente a proteção das primeiras aplicações diminuem. Podendo assim o animal ao entrar em contato com o agente causador da doença, ficar doente, mesmo vacinado.
Então fiquem atentos para realizar o protocolo vacinal do filhote corretamente e manter sempre as vacinas anuais em dia !
Assim terá um amigo sempre saudável e feliz dentro do seu lar. Pense nisso! 


 



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Texto -Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Correção -Rodrigo Werkema 
Especialista em Comportamento Canino 
Desde 1999

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Um cão, um bicho de pelúcia ou um diabo da tasmânia?

Hoje em dia existe 1 cão a cada 5 lares, segundo pesquisa recente. Grande parte desses cães vem para a casa através de doação em ONGS e/ou entidades e pessoas que tentam ajudar os cães que veem em dificuldades nas ruas. 
Existe uma parte desses cães que são adquiridos em canis que tem a reprodução e venda canina como principal meio de vida, são chamados cães com "Pedigree". Com o intenção de melhorar cada vez mais o "padrão" da raça, criadores tem realizados esses cruzamentos, maneiras que cada vez, os "melhores" são cruzados com os "melhores". 
Em parte, o que acontece é que os melhores filhotes que serão os procuradores dos canis, são os mais bonitos, com maior nível de energia, esse cruzamento será realizado com fêmeas com características similares, esses gerarão filhotes com muitos energia, herdados de seus pais. Tornando esses filhotes na classificação de energia altíssima.
Lembrando que assim como cada ser vivo é único, cada cão também é.
Esse conceito de raças vai cai por terra quando falamos de cães sem raça definidas. 
Esses, vindos da rua, passando por situações de sobrevivência, os que passam por situações extremas, e sobrevivem, são aqueles que tem características bem particulares, além no nível alto de energia, patas longas, pelo curto, focinho longo, orelhas curtas e corpo esguio.
A variação de energia dos cães são tão distintas que muitas vezes nem parece se tratar da mesma espécie, uma característica muito importante, que se deve avaliar ao adquirir um amigo canino é esse nível de energia.
A classificação atual dos cães em nível de energia são : baixo, médio, alto e altíssimo. Como descrito acima, esse nível, independente de tamanho, ou raça. 
Está característica prevalecerá por grande parte da vida do cão, até mesmo mesmo em animais senis, não doentes. Esse nível pode ser avaliado e definido a partir do terceiro mês de vida.
O nível de energia determinará qual a exigência do cão em relação à quantidade, qualidade e frequência de exercício mental e físico que deve ser proporcionado a ele diariamente. Pois caso o animal não esteja sendo estimulado corretamente consequências ruins virão, vários mecanismos como, destruição, inquietude, latidos, ganidos, atitudes que demostrarão aos donos que as coisas não estão como deveriam.
Ao escolher um cão para seu lar tenha em mente qual nível de energia melhor se encaixa em sua família. Quanto tempo diário você tem para se dedicar ao novo amigo, caso esse critério não seja levado a sério, relação entre donos e cão, será bastante conturbada. 
Em alguns casos, níveis altíssimos de energia são considerados patológicos, muita das vezes necessitando, apesar do exercícios, serem tratados com medicação ansiolítica. 
Portanto ao escolher um filhote busque ajuda profissional, conheça os pais, pois cães com altos níveis de energia geram filhotes com as mesmas características. Busque sempre o equilíbrio, busque um cão que se encaixa no seu estilo de vida é seja feliz ao lado dele. 
Pense nisso! 

Correção 
Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento canino 
Desde 1999. 

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Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

sábado, 9 de setembro de 2017

Um lar ou um ringue?

Situação que podem gerar brigas e como evitá-las 


Muitos tutores que possuem mais de um cão em casa, passam por situação de desavença e brigas constantemente. Hoje trabalhamos em uma caso que duas cadelas não podiam permanecer no mesmo ambiente, uma machucaria.

Foram alguns meses de trabalho para que elas convivessem em paz, agora não há mais portões que as separam, passeiam e dormem juntas sem nenhum tipo de briga. Porém, nas últimas semanas as brigas voltaram a acontecer, entretanto em momentos específicos, quando a família estava se alimentando na mesa. 

Não há somente uma explicação para que brigas ocorram, os motivos são variados, podem ser muito específicos dependendo de cada cão, tais: dominância, incompatibilidade de personalidade, situações que os donos criam, itens que não querem compartilhar entre outros.

Isso mesmo que você leu, os donos podem, sem perceber, gerar uma situação que pode resultar um brigas. 

Muitos donos não sabem, mas a briga entre cães pode se iniciar bem antes dos rosnados e mordidas, uma simples troca de olhar já é o pavio se acendendo. 

Pode estar se perguntando: Então basta não criar a situação para que evitem as desavenças. Em partes sim, mas essa condição, por ser multifatorial, o dono deve se envolver em todos os procedimento que tem com o cão, se preocupando e priorizando a harmonia dos mesmos.

Quais seriam eles ?! Momentos de alimentação, agitação (chegada em casa), interação (brincadeiras) momento de colocar a guia para o passeio, durante o mesmo, quando se deparam com outros cães e muitos entre outros, restos de coisas no chão e carinho de estranhos.

Quando se tem um histórico de brigas, estejam sempre atentos nessas situação, prontos para corrigir, caso não consiga evitar. 

Ao se alimentar mantenha os cães em outro ambiente, está é a melhor escolha. 

O trabalho para reverter as brigas e estabelecer o equilíbrio é demorado e exige dedicação da família. Porém, é gratificante, instaurado a reabilitação e chegando ao equilíbrio a paz estará sempre presente. 

Não desista do convívio harmônico dos seus cães, brigas tem solução! 


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Correção 

Rodrigo Werkema Dias 

Especialista em comportamento canino 

Desde 1999 educando cães

Texto Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas

Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

(31)9477-0674


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O cão é o reflexo das atitudes de seus donos

Todos os tutores que nos procuram buscam receber respostas concretas e definidas sobre determinada atitude do cão, mas se tratando de comportamento nunca podemos afirmar qualquer teoria com certeza absoluta, assim como nós cada cachorro é único e os motivos pelo qual leva cada um a desenvolver certo hábito também são vários. 
Entretanto em quase todos os problemas relatados pelos proprietários o cão reage ao comportamento do dono. 
Gostaria de dar como exemplos uma das  visitas em uma casa, na qual uma Golden, um cao reconhecido por não ter traços de agressividade em seu comportamento, porém essa, o tinha , de forma exagerada, com outros cães. Busquei a origem do problema conversando e acompanhado a tutora e a cadela na rua, toda vez que nos aproximávamos de um cão a dona se desesperava e num ato de pânico arrastava a cadela para o outro lado da rua, os cães são reflexos de nós, nesta passagem a cadela ao sentir a insegurança, medo e pânico de sua dona, se sentia no dever de proteger e atacar os outros cães. 
Outro exemplo clássico é: todas as vezes que o cão come um chinelo o dono chama a sua atenção e briga com ele, mas ele sempre ganha o que quer, nesse caso a atenção que o seu tutor, na cabeça dele , sempre terá essa atenção ao realizar estripulias desse tipo.Vejam ! Nós criamos, em muita das vezes, o comportamento do nosso cão ! 
Logo, antes de educar o cão devemos pensar em como agimos e influenciamos eles! 
Nós educares, temo um papel importante nesse processo, em ajudar nossos amigos a serem equilibrados. 
Caso seja difícil identificar quais seus erros e como mudar e transformar o comportamento indesejável, não existe em procurar um profissional capacitado que lhe instruirá no que for preciso, para que grandes transtornos e riscos à saúde do animal, seja evitados,Lembre-se cães equilibrados, donos felizes ! 
Pense nisso.
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Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Correção 
Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento canino.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Breve comentário sobre o desenvolvimento Mental Canino.

Assim como nós, humanos, os cães possuem fases de desenvolvendo mental de acordo com as fases de sua vida, infância, adolescência, adulto e velhice. 
Conhecer e entender cada fase do cão é essencial para realizar a sua educação da melhor forma possível. Um
ótimo exemplo para comparação simples, não podemos desejar que uma criança de 3 anos consiga jogar xadrez, mas é completamente aceitável esperar este feito de outra criança com 10 anos. Pensando assim, pode-se dizer que não podemos esperar de cães filhotes e impor a eles coisas que não estão de acordo com o seu desenvolvimento mental. 
Relatando as 6 primeiras fases do cão temos:
Período Inicial : 0 à 50 dias 
Até o 21 dia o filhote permanece com a mãe, só que a missão de se alimentar e crescer, mas a partir desta data até os 50 dias aprende a lhe dar com os outros cães e as primeiras regras caninas. 

Período de Socialização : 50 a 85 dias 
Está fase é de extrema importância e também neglicenciada, é a fase que o filhote vai para a casa do novo dono, está que não pode transitar livremente pelo chão nas ruas e parques ! 
Mas vale ressaltar que o filhote precisa conviver com o mundo e outros cães neste período, leve ele em parques e rua, apenas não o deixe acessar chão e deixe também que conviva com outros cães saudáveis e vacinados, estes não o transmitirão nenhum tipo de doença. 
Lembre-se isso irá refletir no comportamento do cão para as demais fases e consequentemente para o resto de sua vida. 

Primeira fase do medo : 56 à 77 dias 
Momento super importante para o filhote, expor ele a lugares, pessoas e cães diferentes garante que o mesmo não se tornará traumatizado no futuro, reagindo de forma insegura à situações que ele não tenha compreensão. 
Vale ressaltar que é uma fase delicada, pois barulhos intensos ou situação que causam muitos estímulos podem gerar traumas para o resto da vida.

Período de Dominância : 3 a 4 meses 
Fase de extrema importância que o filhote entenda as regras da casa e as respeite, pois no final deste período o temperamento do cão se estabilizará e se manterá o resto da vida. 

Período de independência : 4 a 8 meses 
É comum que nessa fase os cães desenvolvam comportamento que não existiam antes. Desafiem os donos e desrespeitem  mais, pôde-se dizer que é a fase de adolescência canina. 
 
Segunda fase do medo : 6 meses a 14 meses
Assim como na primeira é de extrema importância não expor os cães a situações traumáticas é sempre levá-lo em espaços e convivo com outros seres. 

A partir de 1 ano o cão é um jovem adulto é assim como relatado no início do texto ele já tem competência para vários desafios, assim como diminuirá alguns comportamento indesejados. Lembre-se, é de extrema importância o cão passar pelo processo de educação durante cada fase e se respeitar a capacidade do mesmo em cada uma. Portanto, desenvolva técnicas junto ao profissional capacidade para auxiliar o seu cão a ser equilibrado e feliz. 
Um cão equilibrado garante tutores, familiares e amigos satisfeitos e felizes. 
Pense nisso!

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Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Corretor 
Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento canino 
18 anos de atuação no mercado mineiro.