quinta-feira, 8 de abril de 2010

A vontade que se transforma em atitude...

Conversei por horas com uma querida amiga, e o tema da conversa não poderia ter deixado de ser, em grande parte, sobre os cães. Ela me contou sobre seu amor aos cães que ela tem, e sobre um labrador, que ela o chamava de negão, e teve que ser sacrificado pela doença que acomete a maioria dos cães em Belo Horizonte, a leshimaniose.
Após o período de luto ,foi presenteada com uma linda golder retriver, que foi acometida também por uma grave doença degenerativa, rara e pouco estudada, que foi motivo de apreciação na escola de veterinária da UFMG, a qual a expectativa de vida dela, segundo os veterinários, não ultrapassaria o primeiro ano de vida. Hoje em dia ela está próxima de completar o terceiro ano, e apesar das limitações físicas, ela não move as patas traseiras, sendo ela, cadeirante, o qual aparato ela se adaptou muito bem, uso de fraudas e necessidade de um banho, quase diária, vive alegremente transmitindo alegria a todos que se aproximam, reafirmando a minha opinião que o cão e capaz de se adaptar as condições que lhe são dadas no presente, mesmo como nesse caso, difíceis.
Ela tem outros dois cães quais têm muito amor e carinho, ao conhecer o Luther, disse-me que gostaria que seus cães fosse assim, como ele, obedecesse ela, sem coleira, entendesse os perigos de andar pela rua solto, e aprendesse a respeitá-la, podendo levá-los aos lugares que ela gostaria de vê-los correndo e se divertindo.
Falei com ela que isso seria perfeitamente possível desde que pra isso, seria preciso regras claras, continuas, para que eles, passando por um período de treinamento intenso, e o mais importante, fazê-lo entender que ela é a líder da matilha, em todos os momentos, principalmente, durante a caminhada. Expliquei pra ela que somente carinhos e mimos não os fariam ser obedientes e submissos a ela, no inicio me falou que conseguiria que não teria atitude pra tal, então combinei com ela, que se ela desejasse mesmo, de coração, de verdade, deveria tentar e eu iria ajudá-la, então ela topou o desafio.
Pra isso, combinamos umas regras bem básicas que ela deveria colocar em pratica, a partir da data, disse a ela que não seria fácil, mas que ela vislumbrasse o benefício que isso casaria, elas são;
1- Nada de permitir invasões dentro do seu carro quando ela chegasse a casa.
2- Nada de permitir que ela fosse o apoio deles, quando ela saísse do carro.
3- Proibido ela compartilhar seu lanche com eles.
4- Nada de excesso de mimos, durante a caminhada e principalmente na hora da chegada dela em casa
5- Indiquei uma leitura pra que ela entendesse o que se passa na cabeça do seu cão, pra que ela começasse a observar as atitudes dele, baseada nos ensinamentos do livro.
Daí em diante, iniciaríamos as atividades e na ausência de recursos dela, eu interferiria pra auxiliá-la na educação dos cães, claro que um de cada vez até que ele pegue a confiança necessária pra sair com os dois ao mesmo tempo.
Percebi o desgosto dela ao me relatar que gostaria muito de levar seus cães pra um passeio, mas o medo de não conseguir seguira-los e ocorrer um acidente, a impedia de tal atitude. Após nosso papo, seu rosto se encheu de alegria, mas encerrei a conversa, dizendo : depende muito mais de você, da sua atitude, firme e coerente, do que dos minhas dicas, toques e correções, eles devem perceber e entender que, a partir de agora, tem que te seguir como a quem segue um líder.
A partir da agora, paciência, persistência e energia, e muita diversão por que não? Vou filmar a primeira atividade, para que vocês vejam as dificuldades que teremos. Vou também atualizar o que estamos praticando com eles e o que eles estão aprendendo, dificuldades também e verão que será uma tarefa divertida, porém, nada fácil, e bem possível, desde que você queira mesmo, no nosso caso, ela.

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