quinta-feira, 1 de julho de 2010

As respostas que prefirira não dar...

Como já falei com vocês, me deparo com as mais variadas estórias sobre peripécias de cães, e as dificuldades que seus donos têm de lhe dar com elas, decidi contar essa, pois se trata de uma recorrente em meus dias, e na maioria dos casos envolvendo muito amor, poucos limites e um labrador.

Estes dias ao conversar com uma senhora, amiga de minha prima, que me contou sobre seu labrador de oito meses, segundo ela, ele anda pegando roupas no varal, comendo sapatos, e destruindo seu jardim e também , quando não lhe é permitido adentrar nos cômodos internos da casa, late, chora, bate na porta por horas a fio. Ao me contar isso, me veio com as seguintes perguntas:

1- Como faço pra ele parar de destruir o jardim? 2-Como faço pra ele parar de destruir os sapatos? 3- E com faço pra ele parar com os latidos intermináveis na porta de entrada da casa?4- Como faço pra ele parar de pular nas pessoas, e nas visitas? 5- Como faço pra ele parar de pegar as roupas no varal?

Para poder entender um pouco a situação que ela me descreveu, fiz duas perguntas pra ela, que foram as seguintes, 1-Ele tem um canil?2-E Alguém da casa tem habito de levá-lo pra passear? Diante da negativa nas duas, pensei e falei com ela que o problema na verdade era a falta de limites, tanto físicos quanto comportamentais, e a falta de uma atividade que queime esse excesso de energia que um cão filhote tem e sempre vai ter, e principalmente um labrador e que eles da casa deveria assumir o papel de líder do seu cão.

Ao começar a descrever o quadro pra ela, ela, o que me pareceu, não se interessou muito no que disse, mas continuei a explicá-la que o contexto da casa estava privilegiando o mau comportamento do seu filhote, e continue a explicar que ela deveria estabelecer o limite físico primeiramente, depois começar com uma atividade, para que ele daí em diante começasse a perceber a autoridade a atenção que ele começaria a ter daí em diante, e com o início do treinamento, e com a preparação de armadilhas, ele aprenderia que não deveria fazer mais coisa as quais ela me descrevei . O incrível foi que era tamanha ansiedade dela que ela simplesmente não deu muita atenção ao que eu havia lhe falado, e repetiu “mas você me responde o que devo fazer pra ele não fazer estas coisas que te perguntei “Então dei a elas as respostas que ela precisava:

1-Não deixe ele ir ao jardim
2- Não deixem os sapatos em uma altura que ele consiga pegar.
3-Não o deixe em contato direto com essa porta.
4- Quanto, às visitas evite que ele tenha contato com as visitas, e quanto a vocês da casa. evitem ficar parados perto dele.
5- Não deixe roupas no varal enquanto ele estiver solto.

Ela não conseguiu entender que dependia dela também, e não somente de mim, que o cão dela começasse a entender que estava fazendo algo errado e que ali existia alguém que o comandaria como um líder, que ele deveria entender também que toda a liberdade que ele teria daí em diante, seria um consentimento do seu dono, mas para isso ela deveria participar, gastando energia dele na atividade e durante ela, demonstrando a ele quem é o verdadeiro líder dele.

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