segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quem é inocente, quem é culpado?

Muitas vezes fico me perguntando, será mesmo que os cães aprendem sozinhos, essa porção de coisas "erradas" que os donos me contam, além das outras tantas que observo, que eles nem sabem que são erradas,. Um simples ato, porém exemplo, de jogar algo no chão para que o cão entre em determinado lugar, pode gera um comportamento no cão que chamo de "aspirador de tudo". Ou seja, ele achará que tudo que está no chão, ele dever jogar boca a dentro.
Pensemos juntos, você adora seu cão, tão pequenino, tão sensível e indefeso. Dai você o enche de mimos, carinhos, até permite que ele te dê algumas mordiscadas, a alegação, ele está retribuindo o carinho do jeito dele. Agora pense, no caso de um cão pequeno, tudo bem afinal a boca dele e pequena, os dentes também, mas e no caso de um cão grande? Se ele quiser mais carinho, e vai querer, pode acreditar, ele vai aprender a lhe dar um sinal.
Para o cão a única forma de comunicação de contato é com a boca, a tal mordiscada, que vai aumentando de intensidade na medida que o cão vai crescendo e entende que quanto mais forte a mordida, a certeza que ele vai conseguir o que ele precisa. Nunca canso de repetir, 90% do comportamento do seu cão, quando ele está na sua presença, são reações ao seu comportamento ou omissão do mesmo adequadamente, na forma de correção na hora certa, do jeito certo.
Só através do dia-a-dia, das novas regras e rotinas estabelecidas por nós, que posso convence-lôs, que são capazes de modifica o comportamento inadequado do seu cão, para um comportamento estabelecido pelas novas regras. Não se trata de algo complicado, basta que você comece a tratar seu cão, com você deveria te-lô tratado desde o primeiro dia que o viu, como um cão.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Não há dono que me contenha.

Se os cães tivessem um lema em suas vidas, seria: Testar meu dono sempre, e quem está por perto e quem participa do meu dia-a-dia, pra saber, aprender, o jeito que ele vai a ter de agir, diante dos desafíos, físicos e psicológicos, que estarão presentes na minha vida, pra dominá-lo. Por isso a importância de saber com agir diante das situações que surgirão, convertendo o mal comportamento dele, em obediencia e equilibrio, devido a sua atitude adequado para cada situação. Os donos precisam saber com lhe dar com isso, mostrando a ele os devidos limites e regras a serem seguidas, pelo cão , desde os primeiros contatos que ele, o filhote , venha ter com seu dono, em seu novo lar.
Exemplificarei, quando você abre a porta, do lugar em que o cão encontra-se confinado, seja durante o período da noite, seja em seu canil, seja no momento em que você abre a porta, a provável reação deles será ao menor movimento da porta, tratar de enfiar o fossinho na greta e sair de lá, o mais rápido possível, que nem ele sabem bem por que, só pela condição de desmostrar a você que ele a capaz de fazer o que ele quer, sem que você consiga dete-lô. na logíca humana, qual o problema se essa porta não é a da rua, que poderia resultar em um grave acidente, ou se não ao lado, seu vizinho de porta não tem muito carinho por cães, e e eles sairem pela porta quando ele chega pode ser algo bem constrangedor, se não existe o passagem constate de pessoas na sua porta, tudo bem, qual o problema dele provar um pouco de libertade? Errado... pois o fato de você não ter controle nenhum sobre as reações dos seu cão, e que, daí em diante, você não terá controle nenhum sobre o comportamento dele, em várias outras situações, pode e deve ser analizado como um grande e grave problema no futuro, problema esse que reflitirá em várias situações, ainda mais se tratar de um cão de médio ou grande porte. Poderia listar uma série de exemplos que se enquadram perfeitamente, em testes que o cão vai fazendo com seu dono, ao longo da sua primeira infância, principalmente, que vão causar grandes transtornos a casa, e as pessoas que vierem a conviver com esse cão adulto. Mas basta vocês pensarem naquelas situações que simplesmente seu cão aprendeu a fazer, sem você ter ensinado, em sua quase total maioria, você em alguma situação, e algum dia, terá problemas com isso.
Todo o mal comportamento do cão, começa quando pequeno, quase insignificante aos olhos dos donos. Aa grande maioria até acha graça ou corrige de maneira inadequada, quando observa esse tipo de comportamento errado do cão. E as vezes nem faz ideia que está criando uma bola de neve que em algum momento vai tomar um tamanho e velocidade, morro a baixo, que ele perderá totalmente o controle.

domingo, 13 de setembro de 2009

Histórias do feriado

Neste Fim de semana prolongado, viajei com três amigas queridas, para o rancho de sua mãe, próximo a cidade de Pirapora, aproveitando a oportunidade pra descansar em um ambiente de pura natureza.
Dentre as companhias, estava lá duas em especial que observei mais atentamente, o Bred e a Lili, respectivamente, um shi-tzo e uma poodle de minhas amigas. Tratados com muito amor e carinho, por suas respectivas "mães" observei e dei dicas pra as mesmas, sobre dois comportamentos que as incomodava.
Primeiro o Bred, segundo relato de minha amiga, toda vez que ele estava a distância, não dava ouvidos a ela, quando o chamava. Já a Lili, toda vez que a mãe dela começava a corrigi-la, como dedo indicador próximo ao seu focinho, ela rosnava e tentava mordê-la. No caso do Bred, expliquei a minha amiga que ela deveria ao invés de brigar com ele para que ele se aproximasse, deveria sim, estimulá-lo com petiscos e com tom carinhoso pra que ele aprendesse que se aproximasse, ganharia presentes, ao invés de brigar com ele para que ele se aproxime, fizemos umas brincadeiras, durante os três dias, que já começaram a surgir efeito, No caso da Lili, tratavasse de outro tipo de estimulo, neste caso, mostrar a ela que esse tipo de comportamento era inadequada, e seria punido com firmeza e energia concentrada para tal. Mostrei a ela a correção certa, quando ela tivesse aquele tipo de comportamento, virá-la de barriga pra cima e contê-la até que a mesma aceitasse o domínio dela, e repetir algumas vezes e observar se ela mudaria o comportamento.
Elas praticaram e perceberam que são capazes de controlar seus cães, em situações as quais elas já tinha se dado por vencidas. Apesar das idades dos cães, pois ambos já haviam completado o primeiro ano, elas perceberam, com a atitude certa e firme, conseguiram eliminar o comportamento indesejado, e no caso da Lili, criar um comportamento novo, e o Bred, vou ser repetitivo, mas será preciso, quando os donos agem com eles com o atitude certa e repetidamente, os cães aprendem com relativa facilidade, basta que para isso, os donos acreditem que são capazes.

sábado, 29 de agosto de 2009

Regras básicas da chegada do cão em seu novo lar.

Falo com os donos dos cães, meus clientes e amigos, que o treinamento, que podemos chamar também de educação do cão, divide em três partes básicas.
Primeira parte: organização do espaço. para a chegada do filhote ou adotado. Eu falo que não só o espaço físico mas também o espaço mental, isso mesmo, todos que vão participar da educação do filhote, ou adotado, devem estar treinados e com a mente preparada pra as várias oportunidades que o cão cria, pra conseguir o que quer, para tal. Tudo deve estar preparado adequadamente pra que o cão entende os limites desde o dia da chegada no novo lar. As pessoas da casa devem estar a par dos procedimentos que devem ser adotados com o cão, e que esse comportamento influenciará diretamente no comportamento do filhote. vou exemplificar alguns deles:
1) o cão deve ter um espaço pra ficar, separado de todos as pessoas da casa, nos primeiros dia da vida em sua nova casa.
2) O espaço deve ser retangular, recoberto de jornal, ou algo que o valha, pra que o cão já comece a aprender sobre a relação de higiene com o ambiente.
3) O cão nunca deve transitar por todos os comodos da casa nos primeiros dia de vida no seu novo lar.
4) Os donos dever evitar sempre que chegar em casa, ir direto ao encontro com do cão, devem esperar um tempo, pra ir de encontro com o cão.
5) Nunca se deve jogar nada no chão pra que o cão coma.
Segunda parte: as regras alimentares e comportamentais, que deve ser estalecidas em comum acordo com todas a pessoas da casa, moldando o comportamento do filhote ou adotado.
1) A alimentação deve ser colocada e retirada, em um tempo pré-estabelecido, mesmo se o cão não comer toda a ração na vasilha.
2) Os donos dever evitar sempre que chegar em casa, ir direto ao encontro com do cão, devem esperar um tempo, somente após um tempo, dar atenção ao cão.
3) Nunca se deve jogar nada no chão pra que o cão coma.
Terceira parte:Treinamento de ordens básicas. O que o cão vai levar a respeitar e seguir as palavras chave de comando, podemos dividir o processo comportamental em dois:
A) educação, para cães quem não sabem as regras, geralmente com 60 dia de vida.
B) Reeducação, para cães que já criaram suas próprias regras, se tornando necessário modificar, com estímulos negativos, seu comportameto fora do padrão de um cão treinado.
Todos os dois processos são possíveis desde que as regras sejam estabalecidas e impostas com disciplina, carinho e respeito, além da repetição, a qual faz o cão entender que aquela nova situação, apartir do momento que em que for implementada, fará parte das rotinas do seu dia-a-dia.
Um cão se tornará conciente das regras, quando todos que tem contato com ele, cobrarem dele sempre os mesmos procedimentos, caso contrário ele, por sua percepção, tenderá a ter a maior parte do tempo, a ter o comportamento desobediente, segundo as regras que lhe convier, pela ausência da regras, previamente estabelecidas.

sábado, 22 de agosto de 2009

Sua atitude.. a atitude do seu cão.

Já parou pra pensar que seu cão tem o comportamento que você, permitiu que ele tenha? Ele terá exatamente o comportamento que você estimulou ele a ter, ou permitiu que ele tenha, sem a orientação necessária.
Um exemplo, se você acha lindo que ele corra pela casa, com suas meias, ele fará o possível, e as vezes, o impossível, pelo menos pra nós pode parecer impossível, pra te agradar, então ele pegará tudo que estiver ao alcance dele, que ele associar com você, pra corre pela casa com ele na boca, sempre com a intenção de te agradar, e quando mais você esbraveja, corre atrás dele, gritando e gesticulando, mais ó está estimulando.
Outro bom exemplo, quando você mostra a guia pra ele, e exagera nos estímulos na hora de prepará-lo para a caminhada, acha lindo ele correr de um lado pro outro do quintal, ou da casa, pula, morde a guia e você sempre o apoiando e estimulando, qual a consequência disso? A caminhada com toda a certeza será agitada, instável, ele vai sair como um louco alucinado que nunca viu a rua, farejando tudo que está a sua frente, comendo coisas que estiver no chão, latindo e avançando em outros cães e pulando nas pessoas que cruzarem seu caminho, e você com certeza não terá o controle do comportamento do seu cão, transformando seu passeio, com seu cão, que poderia ser tranquilo, equilibrado e feliz e um passeio nada agradável.
Então, antes de permitir isso, antes de estimulá-lo em excesso, antes de ser permissivo com o comportamento nada adequado do seu cão, pense bem, se essas, farão bem para o convívio do seu cão com harmonia nas varias situações do seu dia-a-dia.
Faço questão de falar, que rolar com seu cão por horas no chão, durante uma brincadeira divertida e carinhosa, não atrapalha em nada sua obediência e seu temperamento, sua atitude quando você for encerrar a brincadeira é que faz toda a diferença, assim com quem inicia a brincadeira. Através da um atitude firme e direta, você deve fazê-lo entender que você está sempre no controle, não somente na hora da brincadeira, com na hora da alimentação dele, na hora da sua também, na hora de colocar a guia para a caminhada. Nessas situações, um comportamento firme do dono, fará que ele entenda com clareza quem dita as regras de comportamento em sua vida.

domingo, 9 de agosto de 2009

O filme: Resgate baixo de zero

O filme conta a história de trabaladores da Antartica, que auxiliam pesquisadores em suas pesquisas, assim com realizam seus controles térmicos e de temperaturas durante as várias situações extremas que ocorrem durante o ano naquela região. O guia é auxiliado por 8 cães Ruskys Siberianos, na qual a história vai se desenrolando. Tomando como centro o trabalho dos cães e no salvamento de um dos pesquisadores.
Uma história muito bonita, de amor e carinho em que os cães precisam ser deixados lá , em meio a uma grave nevasca que ocorre em um inverno muito rigoroso,. Demonstrando a relação instintiva de sobrevivência, quando os mesmos não tem opção, vão resgatando suas origens cão, desde a época que eram lobos, tais como caça, organização em matilha, migração e a liderança, como a troca de liderança quando a líder sofre um acidente.
Gostaria, com treinador, ressaltar as características de obediência dos cães, sempre envoltos de carinho e disciplina. Nas passagens em que todo são cumprimentados pelo guia, na relação da disciplina, em que todos dormem presos. As relações que mantém um com os outros, sem agressões, em um trabalho em equipe, quando é necessário.
Os cães desde que treinados, desde os primeiros meses de vida, são capazes de entender qual seu papel e sua relação que deve manter com os cães que aproxima deles, assim com as pessoas que tem contato com ele, bem com no espaço que ele vive, respeitando as regras, desde que elas seja estabelecidas com critério e disciplina.
Os cães são perfeitamente capazes de aprender a respeitar regras, sendo mais felizes dessa maneira, quando percebem quem não precisam desempenhar um papel, o de líder, pois lhe será muito mais conveniente, saber que alguém o faz.

domingo, 19 de julho de 2009

Sobre o filme do Marley

Eu vi o filme do Marley e Eu, dia 31/12, já faz um tempinho e só hoje resolvi colocar a postagem sobre o filme, não me perguntem porque. Minha intenção inicial era falar exclusivamente do filme, sobre os problemas comportamentais do Marley, onde foram os erros de educação do Jhon e sua esposa, mas depois de conversar com alguns clientes resolvi mudar o foco do texto. Todos que leram o livro ou viram o filme, percebem que aquela história e a história de cada um com seu cão guardando as devídas proporções, é claro. O jeito de Jhon conta-lá que se tornou especial, e só quem tem um cão em casa, como seu companheiro das caminhadas matinais, das brincadeiras no fim da tarde, das idas ao veterinarios, das marcas de pata nas costas, a bagunça no jardim, sabe com tudo isso é especial. Alguns do meus clientes viram o filme e gostaria de me focar na reação que me contaram, eu por exemplo não quero passar um dia se quer sem ver o Luther, e compartilhar os momentos bacanas que vivemos nas mais variadas situações do meu dia-a-dia, tanto nas nossas caminhadas no fim da tarde, quanto os passeios na trilha, quando ele vai comigo na hora de lavar o carro e todo mundo fica se perguntando, o cara veio lavar o carro e trás o cachorro no porta-malas pra sujar tudo de novo, não me importo nada com isso, pra mim, o especial e ele estar comigo em todas os momentos que é possível.
Um dos meus clientes, quando chegou em casa após o filme, levou seu cão pra dormir na sua cama com ele, indo totalmente contrário a recomendação do treinador. Outro apesar da chuva e do frio, após a sessão tarde da noite, ficou horas sentado no canil com seus cães, sua esposa ficou com vergonha por sair do cinema com o olhos inchados, outro me relatou que ouvia os soluços dos outros telespectadores.
Como dono penso que as reações são reflexo do nosso amor pelos nossos cães, mas como treinador, devo alertar que ele, o amor, deve ser diretamente proporcional aos limites e regras que devemos estabelecer no dia-a-dia com nossos cães, para que eles sejam felizes e seguros do seu papel em todas as situações de sua vida. Principalmente no período de 2 ao 5 mês de vida, para que ele torne-se um adolescente conhecedor de seus "deveres" assim com os "direitos" de um adulto bem tranquílo, dentro e fora de casa. Tendo bem entendido, a relação de quem manda em quem, diante das pessoas da casa, quando na hora da caminhada, assim como diante dos desconhecidos e visitantes, tanto seres humanos com outros animais.