segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Aumentando a família.

Quase todo mundo que tem um cão já pensou alguma vez em ter filhotes, seja para aumentar o número de integrantes da família ou, até mesmo, dar os cachorrinhos para algum amigo que sonha em ter um companheiro canino também.

São muitas as dúvidas das pessoas que decidem ter filhotes dos seus cães, logo decidimos responder as principais perguntas que chegam até nós:

1.       Qual é a idade ideal para cruzar meu cão?

A idade ideal varia do macho para a fêmea, de acordo com a raça e porte físico.

 No caso das cadelas a puberdade ocorre entre 6-12 meses de idade e em raças gigantes até 24 meses, por existir esta grande variação entre raças e a fêmea não estar completamente desenvolvida e apta no primeiro cio, o recomendado é que se inicia a reprodução apenas no segundo cio, ou alguns caso especiais, a partir do terceiro.

O macho está apto para procriar quando atinge a maturidade sexual, o que irá depender também do seu porte e raça, variando entre 9 à 12 meses de idade, mas vale ressaltar que próximo as 5 meses de idade já ocorre produção de espermatozoides, logo ele já é capaz de produzir filhotes, no entanto não com a mesma eficácia de um cão maduro.

2.       Quando devo aproximar o casal de cães e como deve ser feito?

O cio da cadela pode ser dividido em duas fases, a primeira onde há sangramento vulvar e a segunda quando não há mais o sangramento.

Na primeira fase, também conhecida como proestro, a cadela não aceita o macho e não ocorreu ovulação ainda, isso muda apenas na segunda fase, ou seja, no estro, quando a cadela diminui o sangramento, ovula e aceita o macho. Em média o período entre o início do proestro e a ovulação é em torno de 10 dias. 

A cadela deve ser levada a casa do macho após 9-10 dias do início do cio, quando diminui o sangramento vulvar, eles devem permanecer juntos por 2 dias.

Lembre-se, é importante supervisionar todo o processor de adaptação dos cães, atentar a brigas e desentendimentos.

Se possível, antes de levar a cadela, marque um encontro em um parque ou praça, para que os cães se conheçam e haja menos problemas de convívio em casa.

3.       Como faço para saber se a cadela e está gestante e quando tempo dura a gestação?

É importante que se observe o momento da copula e esta seja completa, o cão após ejacular aumenta muito o tamanho do bulbo uretral, o que dificulta a saída do pênis da vulva da fêmea. Eles podem ficar unidos durante um bom tempo, até que o bulbo uretral retorne ao tamanho original.

Mesmo que ocorra a copula, não é garantia que ocorreu fecundação, o ideal é que faça um ultrassom para confirmar a gravidez, ou aguarde alguns dias até que se possa observar alterações no corpo da cadela, como ganho de peso e desenvolvimento mamário.

A duração da gestação é em média de 57 a 68 dias.

Lembre-se, os cães possuem uma idade limite para se reproduzirem, o que também irá variar com o porte e raça, se você não quer mais filhotinhos ou seu cão já está idoso, faça a castração, este procedimento previne o aparecimento de várias doenças como, piometra e tumores de próstata.


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Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Correção:
Rodrigo Werkema 
Especialista em comportamento Canino

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A tosse Canina

Seu cão para estar engasgado com algo? reproduz uma espécie de tosse? A traqueobronquite infecciosa canina, também conhecida como Tosse dos cães e/ou Tosse dos Canis, é uma doença contagiosa, acomete o trato respiratório, levando a sintomas de inicio subito, como tosse frequente,secreção nasal e olhos, além de apatia e queda de apetite, consequente perda de peso.

Os agentes mais comuns são Bordetella bronchiseptica e o vírus da Parainfluenza Canina, os sintomas podem várias de acordo com o agente causador, indo de sinais brandos até casos mais graves com quadros secundários de pneumonia.

Os cães que vivem ou frequentam ambientes coletivos como, canis, hoteis e petshops são mais propensos a adquirirem a doença, mas ela tambem pode ocorrer em animais que vivem isolados. É uma enfermidade sazonal, ou seja, mais comomente diagnosticada em meses frios do ano.

Ao identificar ou suspeitar destes sintomas, deve-se levar o animal ao Medico Veterinário, para que ele indique o melhor tratamento.

Existe hoje no mercado vacinas contra a doença, mas não evita completamente a infecção. As vacinas são administradas em filhotes em três doses com um intervalo de 2-4 semanas e em adultos são recomendáveis doses anuais de reforço.

Para previnir a doença além da vacinação, deve-se projetar ambientes de canis e hoteis, de forma que estes sejam arejados, com boa exposição a radiação solar e limpos e higienizados diariamentes.

A doença é comum e na maioria das vezes apresenta sintomatologias leves e de tratamento fácil. 

Quando seu animal apresentar os sintomas, apenas o leve ao veterinário e realize o tratamento corretamente, que o seu cão estará saudavel novamente dentro de alguns dias.

Lembre-se, mantenha o cartão de vacina do seu cão em dia e sempre que achar que ele possa estar doente, leve ao Medico Veterinário

Texto
Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG
Correção 
Rodrigo Werkema 
Especialista em Comportamento Canino.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cães especiais para crianças especiais.

Existem várias fotos e vídeos que circulam na internet mostrando as crianças e seus cães, não há quem não fique impressionado com o carinho e amor que eles tem um pelo outro.  Um especifico, nos chamou a atenção, trata-se de vídeo em que um Labrador interage com uma criança Síndrome de Down, é magnifico ver como o cão é paciente e amistoso com o novo amigo. Motivados por ele e devido a demanda de nossos clientes, resolvemos escrever um pouco sobre a criança síndrome de Down e o cão.

É de conhecimento de todos que crianças que crescem com cães em sua casa possuem vantagens em seu aprendizado, saúde e desenvolvimento em relação as que não convivem com estes animais. Já para a criança portadora da Síndrome de Down é ainda mais impactante os benefícios, a ajuda no desenvolvimento da capacidade social, prevenindo alergias e algumas doenças respiratórias, estimula a fala e coordenação motora, além da relação de afeto e carinho, de ambos já que o cão será para a criança um verdadeiro amigo e companheiro.

 Lembre-se, nem toda criança com Síndrome de Down gosta e tem afinidade com os cães, algumas podem ter medo e até pavor, logo antes de decidir se preparar para adquirir um novo membro para a família, tenha certeza que seu filho aceita e goste de cães.

Vale ressaltar que para que o cachorro conviva com a criança da forma mais saudável possível é preciso de preparação e cuidados, antes mesmo do cão chegar na sua casa, deve-se procurar um profissional, que te ajude na escolha da melhor raça, além disso que lhe acompanhe ao canil no dia da escolha do filhote, pois, mesmo cães de uma mesma raça, possuem grandes diferenças de comportamento e temperamento.

Após a chegada do cão na sua casa, a aproximação dele com a criança deve ser supervisionada. Esta fase, recomendamos que seja assistida por um adestrador, que auxilie na educação do cão, crie regras e a ensine ao cão. 

As crianças gostam de apertar e muitas vezes dar tapas no cachorros, logo ele deve saber entender e aceitar este tipo de comportamento, sem que reaja de forma agressiva. 

Leve o seu cão ao Médico Veterinário, mantenha as vacinas e medicamentos sempre em dia, de banhos e cuide dos pelos regularmente, sempre mantendo as unhas aparadas.

Com a devida preparação  e planejando, a vida do novo membro da sua família, temos certeza de uma relação de muito amor e carinho durante muito tempo em sua casa.


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Ana Carolina Werkema Ferreira Freitas
Graduanda em Medicina Veterinária- EV/UFMG

Rodrigo Werkema Dias

Especialista em comportamento camino 

Sócio fundador da empresa

Viva  Pet's

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Meu cão rói tudo...

Não são poucos os clientes que nos procuram com a queixa “Meu cão destruiu a minha casa, roeu os pés da cadeira, comeu os panos de prato, róe os chinelos e meu tênis de corrida” e depois vem sempre as perguntas “Dizem que vai melhorar quando ele ficar mais velho, é verdade?”, “Como posso corrigir esse comportamento?”, “Funciona colocar pimenta?”, estes são alguns exemplos, pensando na recorrência deste problema e em sanar algumas dúvidas resolvemos escrever um pouco a respeito.

É inerente ao cão o comportamento de roer, é uma das formas que eles possuem de gastar energia, e ai vem um dos grandes vilões do comportamento destrutivo, o excesso de energia. Cresce o número de cães que vivem em apartamento, conjuntamente, a vida cada dia mais atarefada e sem tempo livre dos donos, dificulta a rotinas de passeio e brincadeiras com os cães, consequentemente, um cão que vive em um espaço pequeno, que não tem rotina de passeios diários, não tem atividades recreativas e nem brincadeiras, acaba direcionando a sua energia para destruir o máximo de coisas que conseguir dentro de casa. 

Percebemos também outro agravante do comportamento mencionado, a falta de atenção, sim, o seu cão destrói o que você ama para que você xingue ele, com isso, naquela hora que deseja, está recebendo a sua atenção.

Vale ressaltar que em filhotes, temos ainda a questão do desenvolvimento dentário, que pode ser uma das razões que justifique o comportamento destrutivo. Com o surgimento da primeira dentição e da segunda , a definitiva, roer coisas alivia a coceira e os incômodos  que esse processo gera. 

A nível de correção deste comportamento, devemos primeiramente, avaliar qual é o motivo pelo o que ele existe, o cão podestar extremamente estressado? Com muita energia acumulada? Recebendo pouca atenção?Entediado?

Primeiramente, estabeleça um rotina de passeio com o seu cão, se você não tem tempo ou condições físicas lhe impeça, existe hoje no mercado o serviço de “DogWalker”, este profissional oferece passeios diários com duração média de 1 hora, o ideal é que seu cão saia todos os dias no mínimo uma vez ao dia.

De atenção e brinque com o seu cão sempre que possível, reserve um horário do dia para ele, compre bolinhas, ossos naturais, brinquedos interativos, cordas, são vários os benefícios de cada artigo, vale ressaltar a importância de oferecer sempre o osso natural defumado, ele é muito bem aceito pelos cães e tem como objetivo, saciar essa necessidade inerente ao cão de roer, além de beneficiar a saúde dentária.

Para corrigir este comportamento, gerado com o único intuito de chamar atenção dos donos, recomendamos o treinamento por omissão, ao observar a conduta inapropriada, ignoramos totalmente o ato. Objetivando a associação que, destruir não terá como recompensa a atenção desejada.

Existe técnicas utilizando de materiais repelentes no local foco da destruição, mas para tais técnicas e adequação de cada caso, sugerimos o acompanhamento de um especialista em comportamento canino.

Lembre-se, todo comportamento é resultado de outro, que levará a outros, ou seja, se o seu cão age de certa forma, foi porque ele aprendeu que recebe ou alcançar coisas boas ao atuar assim. Busque sempre o estabelecimento de rotina, seja de alimentação, passeio e brincadeira, seu cão precisa disso.

Um lar equilibrado gera cães equilibrados.


Texto: Ana Carolina Ferreira.

Correção: Rodrigo Werkema.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Olhe para seu cão, e entenda-o.

A comunicação é a base de todas as relações sociais, entre os humanos e também entre os humanos e outros espécies as quais desenvolvemos relações.
Como humanos, nossa base para comunicarmos é a fala, nos atemos tanto a ela que, muitas das vezes, esquecemos que os gestos e linguagem corporal dizem muito, até mais que palavras em determinadas situações. 
Acredito que nossa dependência as palavras dificultam o entendimento de nossos amigos caninos, estes, apesar de também se comunicarem por vocalizações, tem como base da interação a linguagem corporal.
É importante que ao tentamos compreender a linguagem corporal do cão, que os visualizamos como um todo, ou seja, cada parte do seu corpo fala, seus olhos, orelhas, boca e rabo são os que mais expressão os seus pensamentos.
Para compreender seu cão deve-se seguir uma ordem de avaliação:

1. Avaliação da postura geral: Qual é a posição do cão? Está agitado, a fazer movimentos soltos? Ou está parado, numa postura rígida, com a boca bem fechada?
- Estas perguntas são importantes pois, um cão com corpo solto, relaxado e descontraído está confortável. Por outro lado, qualquer movimento rígido, "petrificado" indica que o cão está ansioso, desconfortável ou em guarda. 

2. Avaliação dos detalhes, observação de partes especificas, orelhas, olhos, boca e rabo:

2.1 Orelhas: são fáceis de ler em alguns cães, difíceis em outros; mas mesmo nas raças que tem orelhas bastante rígidas, os músculos da base da orelha podem mostrar o que o cão tenta dizer.

2.2 Olhos: Acompanhados das sobrancelhas e músculos faciais, os olhos são capazes de dizer muito sobre os sentimentos. No mundo humano, o contato visual é um sinal de atenção, respeito amor; é algo positivo. No mundo canino, não é bem assim. Normalmente os cães olham uns para os outros, mas rapidamente desviam o olhar como forma de eliminar qualquer sinal de ameaça. Cães que já se conhecem bem não têm qualquer problema em estabelecer contato visual. Contato direto e durante muito tempo pode ser traduzido como uma ameaça ou um desafio. Quando vir um cão pela primeira vez evite olhar-lhe fixamente nos olhos. 

2.3 Boca: É um dos elementos mais complexos da comunicação, é onde estão os temíveis dentes, que alguma das vezes quando são expostos pelo cão, não significa necessariamente agressividade, alguns donos até relatam que seu cão aprendeu a sorrir.
 
2.4 Cauda: Uma cauda abanando nem sempre é sinal de alegria e contentamento, os tipos de abanos e detalhes de posicionamento do rabo podem expressar o sentimento do cão.

Lembre-se, a base para a interpretação do seu cão é a observação, todas as partes corporais dizem algo e estas devem ser avaliadas em conjunto, para que se possa concluir o que realmente seu amigo tem a lhe dizer.
Para saber mais, assista o vídeo que mostra e explica algumas expressões dos cães:

https://www.youtube.com/watch?v=00_9JPltXHI

Fonte:
Bradshaw, John,1933- Cão senso: como a ciência do comportamento canino pode fazer de você um verdadeiro amigo do seu cachorro- Rio de Janeiro: Record,2012.
 
Redação. Ana Carolina Ferreira.
Correção. Rodrigo Werkema.
 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O fim dos carrapatos em sete passos.

Você já deve ter achando alguns carrapatos em seu cão, e sem a devida informação, você pensa que a sua única maneira é de livrar seu cão deste ectoparasita, é retira-los. Nos próximos dias você continua a acha-los e percebe que a quantidade vem aumentando, assim você se pergunta, o que devo fazer? Como acabar com os carrapatos de uma vez? Quais os perigos que podem oferecer a saúde dos meus cães? 
São várias as dúvidas, por isso decidimos fazer este texto para te ajudar a entender e combater esse hospedeiro indesejável.
Primeiro ponto a ser observado é: Para combater o inimigo, você precisa conhecê-lo, começando pelo nome. A nomenclatura oficial é Rhipicephalus sanguineus, vulgo "Carrapato castanho" ou do cachorro. 
O cão é o seu principal hospedeiro, podem transmitem Babesiose e Erliquiose, ambas doenças graves que causam anemia e podem levar o animal a morte, caso não sejam diagnosticadas a tempo e tenha tratamento adequado. Eles podem também parasitar o homem, mas de forma acidental, ocasiona coceira local e irritação.
Segundo ponto importante é que : Passam quase toda o ciclo de vida no ambiente, em frestas e buracos presentes nas paredes e tetos onde o cão vive, ou seja, deve de observar com bastante atenção cantos de quintais, casinha, frestas em muros e paredes dos canis, etc. 
Terceiro ponto é: Apenas 5% do total de carrapatos presente em sua casa está no cão, os outros 95% encontra-se escondidos pelo ambiente.
Quarto ponto é: No verão a temperatura elevada o que aumenta a umidade no ambiente, facilita e favorece a proliferação deste ectoparasita, assim é comum, nesta época do ano, que estejam presente com mais frequência nos cães, principalmente, dentro das orelhas, entre os dedos, nos pescoço e dorso( lugares onde os cães tem dificuldade de coçar )
Na teoria, quando você observa que os carrapatos estão dentro das orelhas dos cães, é um indício que ele já está a mais tempo no seu cão. Esse é o lugar que elas preferem como " destino final no cão".
Quando se observa entre os dedos, sinal que a infestação está se iniciando.
Quando encontrar carrapatos em seu cão, você deve retira-los, mas nunca os esmaguei ou pisar, pois isto permite que os ovos, que podem estar presente no carrapato retirado, fiquem livres se desenvolvam e completem o ciclo de vida, proliferando ainda mais e infestando o ambiente e os cães. 
Quinto ponto: Você deve retirar os carrapatos e colocá-los em um recipiente com álcool, permanecendo por alguns dias, jogando os no lixo.
Sexto ponto: Para eliminar este hospedeiro indesejável de sua casa é recomendando o uso de carrapaticidas, tanto no animal quando no ambiente. Para o ambiente é sugerido a aspersão com produto a base de Piretroide, de 14 em 14 dias, nos locais onde o carrapato possa estar, ou seja, no espaço onde o cão vive. 
A quantidade de aplicações dependerá do acompanhamento da carga de infestação de carrapatos no local, através das inspeções periódicas no ambiente e nos animais. 
Para os cães é recomendado o uso de Pour O
n e/ou coleiras, ambos disponível no mercado, com diferentes bases comerciais.
Lembre-se, os carrapaticidas, são produtos tóxicos, que podem acarretar prejuízos à saúde, logo para a dedetização de sua casa, procure empresas especializadas e para comprar, com segurança, os produtos e usar em seu cão procure orientação do Médico Veterinário.
Devemos manter nosso companheiro caninos longe dos carrapatos, um cão saudável é a base para um amizade feliz e duradoura.
Sétimo passo: a prevenção é o melhor remédio, principiante para infestações, ou seja, sempre escove seu cão, olhando sempre entre seus dedos e dentro das suas orelhas. Pense nisso.
Texto produzindo por Ana Carolina Freitas, correção Rodrigo Werkema.

Fonte: PAZ, G.F.; LEITE, R.C.; OLIVEIRA, P.R. DE Controle de Rhipicephalus sanguineus (Latreille, 1806) (Acari: Ixodidae) no canil da Escola de Veterinária da UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 17, n. 1,  p.41-44, 2008.
LABRUNA  M.B. Biologica-Ecologia de Rhipicephalus sanguineus (Acari: Ixodidae), XIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária & I Simpósio Latino-Americano de Ricketisioses, Ouro Preto, MG, 2004.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Cães em prece antes da refeição.

Essa semana circulou este vídeo nas redes sociais, é realmente interessante aproveitando a repercussão, decidimos falar um pouco sobre a importância de se controlar os horários, assim como o comportamento do seu cão durante a alimentação.
Você deve fornecer por dia ao seu cão a quantidade recomendada no rotulo da ração de sua escolha de acordo com as necessidades do seu animal. O alimento não deve ficar disponível o dia inteiro na vasilha, recomendamos que se divida a quantidade diária em porções, quantas vezes ao dia fica a seu critério, mas recomendamos que a alimentação seja servido três vezes ao dia, até os cinco meses e após está idade, duas vezes ao dia, serão suficientes,  estabelecendo um tempo de espera, de no máximo, 30 minutos.
Os motivos pelos quais o alimento não deve ficar disponível todo o tempo ao cão são vários, como: atrair ratos, baratas e moscas, podem carrear patógenos ou substâncias nocivas, contaminando a ração, que acarretará prejuízos a saúde do seu animal. A exposição ao ar e a água prejudica a integridade da ração, que perdera qualidade, 
Outro fator importante, além dos citados acima, é o fato de que você, consegue controlar, realmente, quanto o seu cão está comendo por dia. 
Um cão saudável, nesse caso, com a organização da refeição, pode ser fator facilitados para perceber, caso ele está doente e passando algum mal estar. Um dos primeiros sintomas de várias doenças e a perda do apetite. 
Além do horário de alimentação outro fator importante é o comportamento do seu cão durante o fornecimento da ração, acredito que com treinamento diário e dedicação todo cão é capaz de se comportar similar aos cães que aparecem no vídeo.
A alimentação pode influenciar no comportamento e obediência do seu cão você sempre deve fornecer o alimento ao seu cão quando estiver calmo, nunca quando ele estiver latindo, inquieto e agressivo, esses tipos de comportamentos não devem ser influenciados, logo, se você tem um cão que se comporta assim durante a alimentação, procure orientação profissional para que você possa aprender técnicas que farão o seu cão ficar calma para que você possa alimenta-lo. Agora se você já tem um cão calmo ou vai começar ensinar um filhote a como se portar ao se alimentar, exija sempre que ele espere a sua aprovação para que coma e certifique-se e demonstre a ele que você pode intervir ao qualquer instante e pedir que pare de comer o que lhe foi oferecido.
A grande importância de se ter o controle do comportamento do seu cão durante o fornecimento de ração ou qualquer outro alimento é que ele não coma tudo que cai ao chão, pois, algumas vezes, isto pode ser algo que o prejudique, além disso, é importante para que você tenha autonomia para fazer qualquer coisa com ele e com o alimento sem que o mesmo tenha reações que não sejam condizentes com o
Ambiente qual ele vive, ou seja, periodizando a saúde e o bem estar animal. Pense nisso. 
Esse texto foi criado em parceira com a adestradora e futura médica Veterinaria, Ana Carolina. Rodrigo Werkema.